Do Tijolaço:
José Serra tentou se apropriar mais uma vez de realizações que não são suas e tomou um troco bem dado das centrais sindicais. O tucano queria dizer que o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o seguro-desemprego foram realizações suas, mas foi desmascarado e precisou que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, saísse em seu socorro, dizendo que ninguém faz nada sozinho e que Serra foi “fundamental” para a implantação dos dois projetos.
Não sei como. Se não foi autor dos projetos, sua contribuição “fundamental” foi no máximo seu voto. Na verdade, as centrais sindicais revelaram que Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, pois o projeto original, de Jorge Uequed (PMDB-RS), já tinha sido aprovado. Vai ver que Serra acordou tarde e quando chegou a questão já estava decidida.
Quanto ao seguro-desemprego, esclarecem as centrais, ele foi criado “pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.”
Flagrado na mentira, Serra foi socorrido por Guerra, que piorou a história com o remendo da tal contribuição “fundamental” que não conseguiu explicar qual foi. Como disse o presidente do PT, José Eduardo Dutra, Guerra está de caô, como se diz no Rio de alguém que está mentindo. O maior caô dessa campanha é o próprio Serra, que a cada dia que passa se revela uma farsa que não tem marqueteiro que consiga vender.